Perigo e risco ocupacional: qual a diferença entre eles?

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Quando o assunto é gestão de saúde e segurança do trabalho, existem dois termos que são constantemente confundidos: risco e perigos.

Apesar de serem conceitos muito aplicados no dia a dia, suas definições podem gerar uma confusão e prejudicar a segurança dos colaboradores ou tornar as medidas de proteção adotadas, pouco efetivas.

No blogpost de hoje vamos falar sobre a diferença entre eles. Confira!

O que é perigo?

O perigo caracteriza-se por ser uma fonte que causa lesões ou então danos à saúde. Essas fontes no ambiente ocupacional podem ser:

  • Produtos químicos ou cortantes;
  • Substâncias químicas;
  • Máquinas, equipamentos e objetos;
  • Sistemas de trabalho;
  • Colaborador sem capacitação;
  • Ambiente de trabalho despreparado (chão escorregadio ou desnivelado).

Um fato importante a pontuar é que o perigo não representa necessariamente um risco, a não ser que a pessoa fique exposta diretamente a essa fonte (perigo) a ponto de se tornar um risco a sua saúde ou integridade física.

E o que é risco?

O risco tem mais relação com a probabilidade de um evento acontecer, ou seja, ele é a chance de uma situação perigosa ou a combinação de perigos provocarem danos ou prejuízos ao colaborador ou a empresa em questão.

No dia a dia de um Profissional de SST, os riscos são classificados em 3 variáveis:

  • Tempo de exposição: período durante o qual o trabalhador fica exposto ao agente ou fator de risco.
  • Intensidade ou concentração: nível acumulado do agente ou fator de risco no ambiente de trabalho.
  • Natureza do agente ou fator de risco: grau de nocividade ou potencial agressivo à saúde do trabalhador.

O que isso significa? Quer dizer que quanto mais o colaborador estiver exposto ao fator de risco, maior a probabilidade de haver consequências negativas e mais grave pode ser o dano.

Por que é fundamental entender a diferença entre risco e perigo?

Essa é uma dúvida muito comum entre os Profissionais de SST, principalmente para aqueles que estão começando.

Poderíamos citar inúmeros motivos pelos quais é importante você entender a diferença entre esses dois conceitos, mas o mais importante é que nem sempre um perigo representará um risco. Tudo irá depender do nível de exposição.

Dessa forma, você consegue avaliar com mais efetividade quais são perigos estão presentes no ambiente de trabalho e quais deles pode se tornar um potencial risco. Além disso, entender essa diferença também permite que você entenda quais são as melhores medidas para evitar que ambos gerem um incidente ou acidente.

Exemplo: vamos supor que você é um Profissional de SST em uma metalúrgica e identificou que a bancada de trabalho do Soldador não está adequada ao trabalho, pois oferece contato direto com região abdominal deste profissional. Porém, trocá-la agora não é viável para empresa, mas deixá-la do jeito que está pode causar sérios riscos à saúde do Soldador.

Como alternativa para resolver o problema, você percebe que o melhor é investir em um Blusão de Raspa para garantir a proteção que o profissional precisa durante às atividades de solda etc.

Os tipos de riscos ocupacionais que você precisa ficar atento.

No ambiente de trabalho, qualquer situação que apresente risco à saúde do trabalhador é caracterizada como um risco ocupacional. De acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência Social, esses riscos ocupacionais são divididos em 5 grupos:

  • Riscos físicos: ruído, calor, frio, pressão, umidade, radiações ionizantes e não-ionizantes, vibração etc.
  • Riscos químicos: substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo do trabalhador pela via respiratória, pele ou ingestão. Exemplo: poeira, fumos, gases, neblinas, névoas ou vapores.
  • Riscos biológicos: bactérias, vírus, fungos, parasitas, entre outros.
  • Riscos de acidentes/mecânicos: as máquinas e equipamentos sem proteção, probabilidade de incêndio e explosão, arranjo físico inadequado, armazenamento inadequado etc.
  • Riscos ergonômicos: levantamento de peso, ritmo excessivo de trabalho, monotonia, repetitividade, postura inadequada de trabalho etc.

Como o uso de EPIs ajuda em situações de perigo e risco

Todo profissional de SST sabe que as NRs determinam o uso obrigatório de EPIs em situações de risco, por isso, é importante investir em EPIs de qualidade, como os da Zanel, pois eles são itens fundamentais para garantir a proteção que a sua equipe precisa contra riscos desnecessários.

Gostou deste blogpost? Conte para nós nos comentários e aproveite para compartilhar com os seus colegas da profissão esse assunto para que todos possam trabalhar de forma segura e com menos riscos.

Um grande abraço e até breve!
Fernando Zanelli

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Comentários

6 respostas

  1. Muito importante o artigo, desconhecia a diferença entre RISCO e PERIGO , informação super importante não só para ambiente de trabalho mas pode servir para o domestico .

    1. O perigo é um alerta ao risco de um possível acidente. O responsável pelo setor, deve ficar atento ao ambiente de trabalho com maior propensão a causar danos e perdas, materiais e humanas. O perigo é um risco eminente..

    2. Fernando vocês vêm sempre com artigos bem claros e objetivos que, conforme se destaca , tira dúvidas principalmente dos novos profissionais prevencionistas.
      Assuntos pertinentes e tratados de forma didática e objetiva.
      Parabéns e obrigado sempre tive sérias dificuldades em diferenciar esses termos e com vocês vou aprendendo cada vez mais.

      Forte abraço… Gratidão

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